Ciência, tecnologia e negócios movimentam Pavilhão da Indústria e Comércio na Expo
Espaço reúne empresas de diferentes áreas e instituições, criando ambiente de inovação, interação com o público e geração de oportunidades
Entre as muitas atrações da Expo Umuarama, o Pavilhão da Indústria e Comércio se destaca como um dos espaços mais movimentados e diversificados do Parque Internacional Dario Pimenta da Nóbrega. E o final de semana é uma boa pedida para visitá-lo. Equipes de recepção dos estandes estão entusiasmadas para receber a todos com atenção e muitos brindes.
Bem estruturado e amplo [com cerca de dois mil metros quadrado], o ambiente reúne empresas de diferentes segmentos e projetos científicos que despertam a curiosidade do público e ampliam as possibilidades de aprendizado durante a feira; são mais de cem presentes.
Nessa verdadeira vitrine de produtos, serviços e conhecimento; enquanto empreendedores da região e de diversas cidades do Paraná e de outros estados apresentam e comercializam novidades do mercado, instituições de ensino levam experiências interativas que aproximam ciência e sociedade.
Os visitantes podem comprar, entre tantas opções, acessórios de moda e panelas de linha gourmet [as famosas Moncoc e as da marca Casa Lar]; produtos de alto desempenho da Husqvarna, da PS do Brasil, da RodoMaq e da Rotoplast; e sorvetes naturais da Dilato, empresa que veio de Matinhos para ajudar a refrescar a Expo Umuarama.
O Pavilhão conta ainda com estúdios de fotografia, para quem quiser fazer um book legal; uma cantina, servindo yakisoba; e espaços do Instituto dos Artesãos de Umuarama [que está vendendo vários artigos, de pipoca a roupas de crianças], do clube de turismo Praiastur [divulgando investimentos de Ipanema/SC], do Senac [que oferece serviços de saúde e beleza] e da Fecoum (Feira da Construção de Umuarama), destacando o potencial de Umuarama nessa área.
Trânsito, doação de órgãos e ‘casa flutuante’
O espaço do Detran chama a atenção pela diversidade de atividades [todas voltadas à educação para o trânsito] disponíveis para interação com os visitantes: simulação de embriaguez, roleta de perguntas, livrinho do Rod Goods [mascote do órgão] para colorir, além de um carrinho elétrico para a criança entrar, se acomodar e entender regras de segurança.
Estudantes de Medicina representam a Universidade Paranaense – Unipar, no espaço que conscientiza sobre doação de órgãos; uma equipe explica como funciona o Sistema Estadual de Transplantes do Paraná e ressalta que hoje três mil paranaenses aguardam por um transplante.
Num dos pontos do Pavilhão está uma Catamarã Fluvimar, exposta pela YZA Náutica; a embarcação, que funciona como uma ‘casa flutuante’, impressiona pelo tamanho [é enorme!] e pelo requinte e modernidade.
Desafios e projetos de extensão
Metade do espaço do Pavilhão é ocupado pelo Mudi (Museu Dinâmico Interdisciplinar), da Universidade Estadual de Maringá, que leva à feira projetos de extensão voltados à difusão do conhecimento.
O destaque fica para a simulação de um ambiente marítimo, onde natureza – vegetação, animais, água – e lixo se cruzam; a ideia do autor, o professor Marcílio Hubner, é chamar a atenção para o tema ‘7º Continente’, metáfora da grande mancha de lixo do Oceano Pacífico, formada pela imensa concentração de plásticos e detritos flutuantes.
Jogos interativos e desafios de física e matemática convidam o público a testar habilidades; experimentos de várias outras áreas, como engenharia, medicina veterinária e botânica, também chamam a atenção, assim como o projeto de combate ao tabagismo, que apresenta materiais que mostram os efeitos nefastos do cigarro.
E pra quem quer um impacto ‘maneiro’ pode dar umas voltas no giroscópio, um aparelho que simula o treinamento de astronautas; composto por anéis giratórios, permite ao usuário experimentar sensações de gravidade zero. Muita gente está testando e vivendo grandes emoções.
Um bazar beneficente do Amudi (Associação dos Amigos do Museu Dinâmico Interdisciplinar) da UEM faz parte do conjunto de ações; no espaço o visitante pode comprar produtos eletrônicos [celulares, fones e Alexa, entre outros], perfumes, relógios e materiais de pesca, doados pela Receita Federal, e mimosas camisetas; o lucro é reaplicado nos projetos do Mudi.


